História de Uauá

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Uauá – Pirilampo – Vaga-lume
“A Capital do Bode”

 

Acervo: Dayse Silveira

 

Antes mesmo de começar a contar a história de Uauá a partir do Estado reconhecê-la como Vila, é necessário recuar no tempo e fornecer o contexto histórico do qual nasceu a cidade.

Em 29 de março de 1549 Garcia D’ávila chega a Salvador, e junto ao então Governador Geral Tomé de Souza, foi nomeado feitor do almoxarifado e da alfândega da capital. Em 1552, Garcia D’ávila constitui um exército de vaqueiros para conquistar os sertões e implementar fazendas de gado. Com a necessidade de mão-de-obra, solicitou ao então governador, poderes para combater e aprisionar índios, garantindo aos donos de engenhos o fortalecimento de seu exército. No percurso entre a Bahia e o Piauí, os índios: tapuias, quais-quais e galaches foram massacrados. Em 1609, morre Garcia D’ávila e seu filho Francisco Dias D’ávila assume seu posto e consolida a mais famosa dinastia nordestina, levando a colonização até o Maranhão.

O primeiro registro de que se tem notícia de Uauá, consta de 21 de outubro de 1815, no tombo dos bens patrimoniais da Casa de Tatuapara, conhecida como A Casa da Torre. Uauá consta na relação dos bens de Garcia D’ávila, como fazenda arrendada ao senhor André Gonçalves Batista da cidade de Jeremoabo. Porém, até os dias atuais, não foi possível conseguir a escritura original. É fato que a fazenda Uauá foi vendida ao senhor Pedro Pereira de Alcântara, conhecido como Pepedro, que providenciou imediatamente a construção do tanque velho, garantindo água para o consumo humano e animal. Pepedro vendeu a Fazenda Uauá para Francisco Ribeiro, casado com Joana Rodrigues, e juntos, construíram a casa sede da fazenda, hoje casa de Dona Nair, na praça Adhemar Guimarães. Construíram também uma casa para seu filho Belarmino José Ribeiro, — antiga casa de Roque Ferreira, hoje destruída –, que mais tarde viria presenciar a primeira batalha das forças do governo da república, com os cabras de meu padim Antônio Conselheiro, em 21 de novembro de 1896. Francisco Ribeiro e Joana Rodrigues, construíram ainda, casas para os vaqueiros e a capelinha do Senhor do Bonfim, recentemente arranhada pela perda da originalidade.

Uauá, sendo um aglomerado com estrutura básica; e devido a sua localização geográfica, servia de apoio para o intercâmbio comercial entre os municípios de Monte Santo e Curaçá. Um verdadeiro encontro do alto sertão com os ribeirinhos do São Francisco. Curaçá comercializava: batata, rapadura e requeijão; Monte Santo comercializava: farinha, feijão e milho, entre outros produtos. Por iniciativa do professor Belarmino Ribeiro, organizou-se a feira livre, sendo comercializados a corda, a fibra de crauá e peles de caprinos e ovinos.

Já com aspecto urbano, Uauá possuía duas ruas e uma praça. As casas eram de taipa, localizadas no entroncamento com estradas que davam acesso à Jeremoabo, passando por Canudos; acesso à Monte Santo; à Curaçá e Patamuté e também à Juazeiro.

Local da primeira grande batalha de Canudos

Luiz Viana, então Governador da Bahia, — pressionado pela igreja e pelo poder dos coronéis da terra –, enviou 100 soldados sob o comando do tenente Manoel da Silva Pires Ferreira com destino à Juazeiro por solicitação do juiz de direito Arlindo Leone, desafeto de Antônio Conselheiro. O juiz alegava que o Conselheiro iria invadir e saquear a cidade de Juazeiro.

No dia 19 de novembro de 1896, chegou em Uauá, a tropa do exército assombrando a todos com toques de cornetas e exibição de armas. Parte da população, alarmada foge, prenúncio da chacina que viria acontecer. No raiar da aurora do dia 21 de novembro de 1896, uma procissão de aproximadamente 1500 homens e mulheres, chegaram a Uauá portando a bandeira do divino, entoando som de kayres, carregavam uma grande cruz com o propósito de conversar e convencer a tropa de que tudo não passava de um equívoco. Armados, os soldados com rifles, revolveres, sabres e espadas. Os jagunços com clavinotes, facões e pedaços de madeira. A luta se deu das 05:00h às 09:00h da manhã, foram quatro horas de luta cega e degola cruel. Clavinote contra rifle, facão contra revolver e pedaço de madeira contra sabre e espada. Foram registradas a morte de 150 conselheiristas, e das tropas legais, a morte de 8 policiais, 1 alferes e 1 sargento, e mais de 30 soldados ficaram feridos sem condição de combate.

A matança foi tão cruel que o médico da tropa enlouqueceu, entrou em estado de choque, permanecendo alheio e inútil ao ocorrido. Vários soldados fugiram do combate sendo reagrupados na tarde do dia 21 de novembro, e sob o comando de Pires Ferreira, atearam fogo em parte do aglomerado de Uauá.
Não conformado e totalmente desesperado, o tenente Pires Ferreira tentou assassinar o professor Belarmino Ribeiro, — que dera apoio às ações da tropa –, não consumando o fato por interferência do ordenança, que impediu o tenente, alegando a acolhida e hospedagem dispensada pelo professor Belarmino. Pires Ferreira o acusara de alertar ao Conselheiro sobre a chegada das tropas. Ora, Belarmino não gostava de Antônio Conselheiro. Meses antes, por ocasião da passagem do povo do Conselheiro que ia de Monte Santo à Canudos, Belarmino Ribeiro negou hospedagem ao povo do Conselheiro que foi se arranchar na Fazenda São Bento à 2 km de Uauá.

A tropa retorna a Juazeiro na tarde do dia 21 com a imagem da derrota e o medo da jagunçada, deixando para trás um rastro de sangue e destruição. O professor Belarmino, magoado e decepcionado, foi então, residir na cidade de Juazeiro, deixando o seu testemunho de desenvolvimento para Uauá.

Arraial

Após o episódio da primeira batalha e da Guerra de Canudos, Uauá volta a se erguer sob o comando das famílias: Ribeiro, Rodrigues, Borges, Guimarães e Andrade.

Destaque para a família de Francisco Ribeiro e Joana Rodrigues, irmã de Jerônimo José Rodrigues, pai de vários líderes políticos do município como: Olímpio José Rodrigues; Belarmino José Rodrigues; Antônio Rodrigues de Andrade; João Rodrigues; José Rodrigues; Joana Rodrigues; Rosa Rodrigues; Francisca Rodrigues e Emília Rodrigues, que posteriormente, assumiram cargos de Prefeito, vereador e presidente da Câmara de Vereadores.

No dia 08 de julho de 1905 o decreto lei n° 590 cria o distrito sede de Uauá, subordinado, até então, ao município de Monte Santo.

Art. 1° – Fica criado no Arraial de Uauá, no município de Monte Santo, o distrito de Paz, com limites constantes na proposta oferecida pelo conselho municipal em exercício, que são os do distrito policial atual.

Art.2° – revogam-se as disposições em contrário.

Palácio do Governo do Estado da Bahia, 08 de julho de 1905.
Assinam: José Marcelino de Souza e Pedro Vicente Viana.

Nesta mesma data foi nomeada a senhora Júlia Moraes, professora leiga, casada com o Coronel Bevenuto Gonçalves, para desenvolver a educação no Arraial.

Em 1911, foi feita a escolha do local para construção da Igreja Matriz. Como marco, construíram o cruzeiro que até hoje existe em frente a igreja. Na benção do cruzeiro, pela primeira vez desfilou no arraial, a banda de pífano “calumbí” de Monte Santo, que serviu de inspiração para o surgimento de várias bandas de pífanos em Uauá, tradição folclórica conservada até os dias atuais.

Em 1912, a igrejinha do Bonfim foi o centro das manifestações religiosas, sendo o Senhor do Bonfim cultuado como o nosso padroeiro.

Em 1916 através de mutirão organizado por Belarmino Peixinho, foi construída a ponte que dá passagem para o cemitério e acesso às fazendas circunvizinhas, acesso até então difícil por razão das águas do tanque velho represar naquela passagem.

Entre 1917 e 1920 as novas gerações e lideranças, perseguem o desenvolvimento da pacata Uauá, entre elas destacamos as famílias: Varjão, Elpídio, Gonçalves, Gomes, Dantas, Vieira, Mendes, Damasceno, Loiola, Cardoso e Dantas de Araújo.

No período entre 1920 e 1922, foram nomeadas como professoras públicas as senhoras Paulina e Alzira Pereira Jaqueira, vindas da capital Salvador.

Entre os anos de 1923 e 1924, ocupou a cadeira como professora efetiva, a professora Zuleika Clara Burgos, que desempenhou um papel de relevante importância na educação de Uauá por uma década.

Entre 1920 e 1923, foi criada a Sociedade Filarmônica 15 de Novembro, sob comando do maestro José Arnóbio Varjão, que também era compositor e poeta. Também neste período, foi criada a primeira banda de pífano por Vicente Barbosa, pai de Auto Barbosa. Após Vicente Barbosa, comandou o pífano, Dionízio, conhecido como Dionoizão, junto ao senhor Tem-Tem. Logo após, os sucessores do pífano foram Jonas Cabaça e Anísio Francisco de Oliveira (Seu Anísio), com a sua morte, acabou a banda de pífano da sede do município.

O pífano, no entanto, continua animando as festas religiosas de Uauá e Lagoa do Pires. Os senhores José Cordeiro da Silva, Lindolfo Cordeiro de Almeida, Josué dos Santos e seu Teté, garantem a tradição cultural herdada de seu anísio.

Em 24 de maio de 1923, o arcebispo de salvador Dom Jerônimo Tomé de Souza, cria por decreto a paróquia de Uauá e nomeia o primeiro vigário da freguesia, Pe. João do Prado Sacramento. Nesta mesma data, São João Batista é escolhido padroeiro de Uauá e consequentemente dá origem a nossa tradicional festa de São João.

Emancipação, comércio e desafios políticos

Em 13 de dezembro de 1925, foi inaugurado o primeiro trecho da estrada Bonfim-Uauá, 11 km até Canoas, hoje Igara. E neste período, o comércio já reforçava os motivos emancipatórios de Uauá. O comércio de couros e peles, tinha a sua frente, Delmiro Gouveia, Cícero Serpa, Aparício Serpa, Manoel dos Santos Farias e João Oliveira, todos alagoanos.

No período 1923 a 1926, Uauá já despontava com visível desenvolvimento comercial, fortalecido ainda mais, pelo comércio empreendido por Delmiro Gouveia, da cidade de Pedras-AL. Destacava-se na época, as peles de caprinos e ovinos de Uauá e Curaçá, consideradas as melhores do mundo e comercializadas na Europa e EUA.

Líderes de Uauá exigiram do Dr. Cícero Dantas Martins, — então deputado, neto do Barão de Jeremoabo –, que apresentasse projeto de lei na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, reivindicando a emancipação política de Uauá, que culminou com a aprovação e publicação da lei n° 1866 de 09 de julho de 1926 elevando Uauá, de Arraial à categoria de Vila e cria o respectivo município.

“O Governo do Estado da Bahia faz saber que a Assembléia Legislativa do Estado da Bahia decretou e eu sanciono a lei seguinte:

Art. 1° – Fica elevado à categoria de Vila o Arraial de Uauá e fica criado o respectivo município, cuja sede será o da Vila criado por esta lei.

Art. 2° – Os limites do município de Uauá, serão os mesmos do atual distrito de Paz desse nome.

Art. 3° – Revogam-se as disposições em contrário.

Palácio do Governo do Estado da Bahia, 09 de julho de 1926.
Assinam: Francisco Marques de Góes Calmon
Bráulio Xavier da Silva Pereira.”

De imediato, ocorreu eleições para prefeito e vereadores. Foi eleito candidato único o Coronel João Borges de Sá, sendo o mesmo, empossado em 28 de setembro de 1926.

Para a primeira câmara de vereadores foram eleitos o Coronel Olímpio José Rodrigues – presidente da câmara por unanimidade; Vice-Presidente – Major João Antônio da Costa; Primeiro Secretário – João Elpídio Filho; Segundo Secretário – João Damasceno Sobrinho, demais membros: Marcelino Carvalho; Pedro Gonçalves Cardoso; Benício José Ribeiro e Arquías Dantas Araújo.

Por iniciativa do Coronel Olímpio José Rodrigues, foram reiniciadas as obras de construção da Igreja Matriz. Registra-se também neste ano, a visita do arcebispo primaz do Brasil, Dom Augusto Álvaro da Silva. Até hoje, Dom Augusto foi o único arcebispo a visitar A Capital do Bode.

De 1938 a 1944 Uauá foi termo, pertencia à comarca de Monte Santo, só em 19 de junho de 1945, através do decreto estadual n° 512, foi criada a comarca de Uauá.

A Coluna Prestes em Uauá

Já emancipada, Uauá foi o local do confronto entre a coluna de Luiz Carlos Prestes e as tropas legais do governo. Não houve maiores incidentes neste confronto. Logo após, a Coluna Prestes atacou a Fazenda Rosilha de Pombo Rodrigues e saqueou tecidos, bebidas, cereais entre outros produtos. De passagem pela Fazenda Logradouro, assassinaram Raimundo Cardoso e Ernesto de Cândido Gonçalves.

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O Bode em Uauá

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Sucessões políticas

Durante a Revolução de 1930, cai o Coronel João Borges de Sá e em 06 de março de 1931 por força de reorganização, o interventor federal Dr. Artur Neiva, nomeia Constantino Tolentino de Souza , esposo de Maria Salomé Ribeiro. Constantino governa Uauá de 06 de março à 08 de julho de 1931, data do decreto n° 7.479, onde o município foi suprimido e reincorporado à Monte Santo.

Em 06 de setembro de 1931, o prefeito de Monte Santo João Matos, nomeou o sub-prefeito de Uauá, João Minervino de Macêdo, que exerceu mandato até 22 de outubro de 1932, data em que o secretário do interior, Correia de Menezes, por decreto de 06 de outubro de 1932, nomeia o Olímpio José Rodrigues, que faleceu em 1933 aos 55 anos de idade.

Em 16 de fevereiro de 1933, foi nomeado o novo sub-prefeito de Uauá, Cézar Belarmino Cordeiro de Matos, procedente de Monte Santo.

Em 19 de setembro de 1933 o interventor federal Juracy Magalhães, assina o decreto n° 8.641 devolvendo a autonomia do município aos uauaenses.

Em 10 de outubro de 1933, o Coronel João Borges de Sá é restabelecido prefeito do município.

Em 21 de novembro de 1933, foi criado o conselho consultivo do município, tendo como presidente o Dr. Artur de Souza Barros, e como vice-presidente o Coronel João Borges de Sá, sendo membros do conselho: Cézar Belarmino Cordeiro de Matos; Luiz Elpídio Filho; Belarmino José Rodrigues e Virgílio Gonçalves da Silva.

Em 1936 elege-se prefeito como candidato único, Belarmino José Rodrigues, assumiu o cargo até 1° de julho de 1937, com o golpe de 1937 os prefeitos passaram a ser nomeados pelos interventores estaduais.

De 1937 a 1946, exerceram o cargo por nomeação:

De 12 abril de 1940 a 07 de junho de 1945 – Rafael da Silva Borges;
Dair Ribeiro Rodrigues (Iaiá de Cabo Raimundo), exerceu o cargo de prefeita interina até a nomeação de José Moraes Damasceno, conhecido como Juca Damasceno;
Em 07 de junho de 1945 foi nomeado Juca Damasceno, exercendo um mandato conturbado em razão das reviravoltas políticas;
Em 15 de janeiro 1946 foi nomeado Herval Cordeiro de Matos, de Monte Santo;
Em 30 de dezembro de 1946 foi nomeado Francisco Rodrigues Ribeiro;

Em 1948, Uauá elege o seu terceiro prefeito pelo voto popular, Jerônimo Rodrigues Ribeiro.
De 1951 a 1955, foi eleito Jerônimo de Sá Rodrigues – Jerônimo Loré esposo de Dona Nair.
De 1955 a 1959, foi prefeito Jerônimo Rodrigues Ribeiro.
De 1959 a 1962, foi prefeito Belarmino Cardoso de Oliveira, filho de João Honorato de Oliveira, (Belinho).
De 1962 a 1966, foi prefeito Jerônimo Rodrigues Ribeiro.
Registra-se neste mandato, a criação do Colégio Estadual Nossa Senhora Auxiliadora, em 01 de abril de 1964, tendo como diretor o Pe. Maximiliano Miguel Folks.

De 1966 a 1970, Uauá elegeu Edson Borges Rodrigues (Edinho), destacando-se como ação de seu governo: os jardins da praça São João Batista, urbanização e arborização e pavimentação da cidade.
De 1970 a 1972 foi prefeito pelo o quarto mandato o Coronel Jerônimo Rodrigues Ribeiro.
Destacamos como marco importante deste mandato, a realização da primeira exposição nacional especializada de caprinos e ovinos.

De 1973 a 1976, foi prefeito Jorge Ribeiro de Sá.
De 1976 a 1982, foi prefeito José Borges Ribeiro (Zé Papagaio)
De 1983 a 1987, foi prefeito Olímpio Cardoso Filho (Olimpinho)
De 1988 a 1991, foi prefeito José Borges Ribeiro (Zé Papagaio)
De 1992 a 1996, foi prefeito Olímpio Cardoso Filho (Olimpinho)

Em 1996 foi eleito Pedro Batista Ribeiro, que exerceu o cargo até 05 de dezembro de 1998, data do seu falecimento ocorrido por acidente. Assumindo de 07 de dezembro de 1998 à 31 de dezembro de 2000, Wilson Gonçalves de Menezes (Pitú).

Em 01 de janeiro de 2001, assume a prefeitura Ítala Maria da Silva Lobo Ribeiro.
(primeira prefeita pelo voto popular)

De 2005 a 2008, foi prefeito Jorge Luiz Lobo Rosa (Jorge Lôbo)
De 2009 a 2012, foi reeleito Jorge Luiz Lobo Rosa (Jorge Lôbo)
De 2013 a 2016, foi prefeito Olímpio Cardoso Filho (Olimpinho)

Em 01 de janeiro de 2017, assume o cargo de prefeito municipal, Lindomar de Abreu Dantas, com mandato previsto até 31 de dezembro de 2020.

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Pesquisa realizada por:
BGG da Mata Virgem
Uauá – Bahia – Brasil

Fontes:
A Revolução Nordestina “A Epopeia das Secas”, Rinaldo dos Santos
Editora Tropical LTDA. – Recife – PE, 1984

História e Memórias, – Coronel Jerônimo Rodrigues Ribeiro, 1999

Colaboradores:
Ademar Guimarães
João Quintino (Punça)
Antenor Borges Peixinho
Almir Ribeiro Coelho
Júlio Evangelista.