HISTÓRIA DA RUA DA USINA

HISTÓRIA DA RUA DA USINA

O tempo passa como um sopro de vida
E para falar desta rua querida
Por meu cumpade Deon fui instigado
E Como diz o velho ditado
Missão dada é missão cumprida.
Falar da rua usina
É falar de suas meninas
É falar de luta e de glória
Falar de batalha e vitória
Falar de Pessoas que aqui nasceram
Pessoas que nela cresceram
E construíram sua história.
História que não pode se apagar!
Pessoas como seu Turíbio, padim Zezé, Dona Deija e seu Demar
Zé Ramos, dona Luizinha, Cotinha, Valmor e Dinorah
Toinho, Betinha, dona Arabela e seu Josafá.
Como esquecer aquele momento feliz?
Momento de encontro sentado no chafariz
Hoje a nossa rua tem uma linda praça
Florida, cuidada e cheia de graça
Antes era só passagem para a escola
Aqui já foi até campo de bola
E eu jogava e jogava você.
Brincávamos de bandido e mocinho
Subíamos paredes de vizinho
Para não ser visto e querendo ver
E quem via primeiro, gritava na hora
Acertei você! Você morreu, você tá fora
E tinha que matar para não morrer.
A laje do posto médico era o nosso QG.
Rua da Usina já cantou e contou com seus filhos “amado”
Cantou com Janjão, Nilton, Veinho, Rennan, Cavachão, Marcos Canudo e Pé Queimado
Rua da Usina conta e contou comigo e com você.
Pitu, Walter, Betinho, Gerso, Vando e Galeguinho
Toninho, Vilmar, Marinho, Eugênio, Djalma e Neto de Maninho
Tantos outros, que aqui não vai caber
Duca, Alberto, Panchinha, Genilson e o poeta da mata virgem BGG.
Aqui já teve dialeto natural
O uso da linguagem era informal
E ninguém escapava de um sarrinho.
Para Deon e Wagner, a terminação índeros era o dialeto
E por mais que passasse de mansinho
Por mais que passasse quieto
Era chamado de infronhadinho.
Não podemos esquecer de Dona Djalva e Maninho
Rosa, Eraldo e seu Agenor
Bebé, dona Ana e Terezinha
Seu Arlindo, dona Hilda e seu Nequinha
Minha mãe! E meu pai? que tantas bolas ele rasgou.
Rua dos Rodrigues, Ribeiros, Damascenos e de quem quiser.
Rua de seu Anísio que se descalço, vai cortar seu pé
Rua de Joãozinho, dona Priquita, Tião, Deijinha, Seu Álvaro e dona Carminha.
Rua dos sábados e domingos nas “rodinha”
E se falar da cesta, aí não tem jeito!
Lurdes e toda família do prefeito
Lembra logo de Seu Zequinha.
Hoje a rua da Usina é uma moça
E que outra rua não ouça
Mas aqui sempre nos encantou
Aqui tudo é lindo e perfeito
Já fizemos até prefeito
Já fabricamos jogador.
Foram muitas felicidades
Já geramos luz para a cidade,
E às dez horas, era certo a luz se apagar
E todos pegavam seu rumo, sua trilha
Hoje a luz que brilha
É a luz de Valfredo e Zé Guará.
Rua da Usina! Quase tudo passa por aqui.
Rua da Usina é caminho do mari
Rua da Usina de tantas alegrias
Rua recheada de sabores e iguarias
Rua de tudo que eu já vi
Jeep, lambreta, fusca, rural de Zuca, caramelos, cocadas e pão de Almir.
Usina! Rua de um povo feliz
Rua do Halley, vôlei, Retopolex e chafariz.
Aqui se colhe tudo que se plantou
Aqui a colheita é a amizade e o amor
Rua da Usina é paz e paisagem.
Encerro minha fala, fazendo uma homenagem
Para aquele que tão cedo nos deixou
Peço palmas! muitas palmas, por favor!
Não para mim ou para o meu mote
Mas, sim para chicote,
Palmas para João! João de Valmor.

Zelito Rodrigues.

escrever alguma coisa

Não vamos mostrar seu e-mail.