CORDEL: UAUÁ – A CAPITAL DO BODE. NOSSA TERRA, NOSSO POVO – UAUÁ É CULTURA, UAUÁ É SÃO JOÃO

UAUÁ NOSSA TERRA

Peço licença aos senhores
E as senhoras também
Menino jovem menina
Não fica fora ninguém
Agradecer ao senhor
Nas horas de Deus amém

Eu vou em poucas palavras
Aqui me apresentar
Fazer um grande bilhete
Da história de Uauá
Resgatando a memória
É urgente registrar

Falo de um lugar sagrado
Encravado no sertão
Sua história tem memória
De luta e libertação
Uauá honra e glória
Protegida por são João

Habitada por indígenas
Os vestígios ainda se ver
Escritas em várias pedras
É difícil entender
E os índios tapuias
Não existem mais por quê?

O Sertanista Garcia D´Ávila
Que daqui se apossou
Construiu bela fazenda
E muito gado criou
Deu-lhe o nome de Uauá
Foi assim que iniciou

Vendeu a Francisco Ribeiro
Transformou num povoado
Engrandeceu Uauá
Com o povo ao seu lado
Promoveu a arraial
O seu mérito foi dobrado

1905 o ano
Oito de Julho o mês
Lei 590
Arraial Uauá se fez
Agregado a Monte Santo
Até 1926

Em 24 de Maio
Do ano de vinte e três
Dom Jerônimo Tomé
Uma grande ação fez
Criou a nossa paróquia
E aos fiéis satisfez

Nomeou o primeiro vigário
Padre João do Sacramento
Uauá então vive
Um dos seus grandes momentos
O seu povo todo alegre
Com o desenvolvimento

Com o Senhor do Bonfim
Era a nossa devoção
Com a chegada do padre
Mudou-se para São João
Padroeiro de Uauá
Orgulho do meu sertão

Era então uma fazenda
Se fez vila arraiá
Quando passou a cidade
Coronel João Borges de Sá
Foi o primeiro prefeito
Da cidade de Uauá

No dia nove de Julho
Do ano de vinte e seis
Uma Lei estadual
Emancipa de uma vez
Uauá virou cidade
E grande festa se fez

Foi no século dezenove
No ano noventa e seis
Da primeira grande batalha
Palco Uauá se fez
Da guerra do Conselheiro
Pela a primeira vez

A casa de Roque Ferreira
Foi testemunha ocular
Dessa grande luta
De Canudos em Uauá
Destruíram o patrimônio
É triste até de lembrar

Aqui passou os revoltosos
Insegurança e atropelo
Ainda houve confronto
Com as tropas do governo
Saquearam a Rosilha
Deixando um rastro de medo

Cometeram crimes graves
Os quais chamamos doloso
Mataram Ernesto de Cândido Gonçalves
Também Raimundo Cardoso
Covardia e injustiça
Esse fato vergonhoso

Caipora lobisomem
Mula de sete cabeça
Rasga mortalha Zumbi
O dia 13 na Sexta
São crenças do meu lugar
É cultura sertaneja

Como se escreve o nome
Que do bode é capitá
Pirilampo Vaga lume
Com dois us e com dois as
Se separar as sílabas
Pode se atrapalhar

Uauá fica no centro
Canudos fica ao leste
Ao sul fica Monte Santo
Jaguararí no oeste
Curaçá fica ao norte
No coração do nordeste

Outros dois municípios
Faz fronteira com Uauá
Andorinha Monte Santo
Chorrochó e Curaçá
Sem estradas asfaltadas
Um atraso pro lugar

O luar do meu sertão
Reflete na água do rio
Vaza Barris teu espelho
Me excita traz o cio
Uauá és tua filha
Que a muito tempo pariu

O Vaza Barris nasce
Na lagoa dos pinhões
Na fazenda São José
Atravessando os sertões
Cai no mar já em Sergipe
Litros d’água são bilhões

Marruá e rio do Jorge
Riacho da Besta também
Cágado e Carcará
São afluentes que tem
O vaza Barris solitário
Nestas terras do além

Foi na década de sessenta
Que o rio extrapolou
A enchente foi tamanha
Que na cidade chegou
Uauá foi inundada
Por muito tempo ficou

O Vaza Barris é o Nilo
Uauá é terra santa
Preservai o nosso rio
A minha voz se levanta
O desmatamento é crescente
E a erosão que espanta

Vamos reflorestar o vaza
Para o Barris não secar
Aproveitar melhor a água
Antes do bode mijar
Fazer boa plantação
E comercializar

Nossa gente nossa vida
Nossa lida nosso chão
A natureza sofrida
A seca sem solução
E o Rio Vaza Barris
Atravessando o sertão

A água foi é e será
O dilema do sertão
O homem tem que entender
Que é dele a solução
Deus já fez a sua parte
A nós cabe a decisão

Para o desenvolvimento
De todo alto sertão
O Vaza Barris é o rio
Que trará a solução
Por isso vamos lutar
Pela perenização

3 128 km 2
É sua área total
A caatinga predomina
Polígono da seca real
A seca é sofrimento
Pois a chuva é anual

Araticum é bruteiro
Jurema unha de gato
Urtiga e cafubá
A cunhã dentro do mato
Beldroega malva de sebo
O capim é o panasco

Carqueja e pau de rato
Angico quebra fação
Craibeira umburana
Favela e cansanção
Sapateiro xique xique
Quixabeira e pinhão

Macambira, palmatória
Alecrim e juazeiro
Mulungu e mororó
Barriguda espinheiro
Incó e aroeira
Baraúna umbuzeiro

Pau de colher maniçoba
Mandacaru gravatá
Umburuçu e faxeiro
Ouricuri caruá
São espécies vegetais
Da caatinga de Uauá

Mosquito e orobó
Mandaçaia e tubi
Inchú e arapuá
Capa bode monduri
Oropa e italiana
Sempre existiu aqui

Hoje está em extinção
As espécies de abelhas
O homem aqui do sertão
Abra bem sua orelhas
A predação é o fim
As conseqüências são feias

Na fazenda Curundundum
Gruta e parque florestal
Temos mármore cafubá
Pedras lindas e cristal
Produz o melhor bode
E vende na capital

Tem o parque florestal
Mas falta preservação
Tanto a fauna como a flora
Sofrem a perseguição
É na Serra do Gerônimo
Vá conhecer meu irmão

Ararinha azul bem te vi
Querequeché Sabiá
Passo preto papacapim
Garrincha e cardiá
Tem também os predadores
Gavião e carcará

Azulão e acauã
Caga sebo beija flor
Pega e caboclinho
O Cancão que é zuador
O sofrer e o bigodinho
Urubu devorador

Papagaios periquitos
Tatus e tamanduás
Teiús pebas raposas
Suçuaranas gambás
Emas e caititus
Sempre existiu por lá

A caprinovinocultura
É o bode e a ovelha
No elo da economia
O principal da cadeia
O valor que tem o bode
É moeda e negoceia

A AUCCO e a ACCOBA
Em Uauá se gerou
A cultura do caprino
Logo se idealizou
Invadiu toda Bahia
E se nacionalizou

Difundimos a cultura
E o caprinocultor
Mostramos para o mundo
Que o bode tem valor
Nem o berro desperdiça
De Uauá a Salvador

Com ele faz casamento
Leva a moça ao altar
Faz a feira dar presente
Faz o cabra viajar
Só o bode minha gente
É quem pode nos salvar

Do bode se curte o couro
O fato para escorrer
Do espinhaço o Pirão
O leite para beber
A carne para assar
E o cabrito pra nascer

O couro do bode resiste
A todo e a qualquer tempo
Faz a bolsa da madame
A sela para o jumento
Zapracata e sapato
Ainda serve para instrumento

Sangue de bode energia
Que engorda e faz crescer
É vida vitalidade
Serve ainda pra comer
Sebo e sangue coagulado
Pra sarapatel fazer

O mijo do bode é sagrado
Fertiliza o nosso chão
O cheiro é um perfume
Que excita e dar tesão
O esterco é o adubo
Usado na plantação

O nome do bode é santo
Para ser pronunciado
Precisa concentração
Tem que ser analisado
Pois se não falar direito
Certeza vai ser multado

A alma do bode é o mistério
Que temos pra resgatar
Pois no mercado das almas
É a mais cara que há
Quem acredita no bode
Por certo vai se salvar

Nasce a cria já berrando
O colostro vai mamar
A cabra fica na empreita
Pro mode o carcará
O gato e a raposa
Predadores naturá

Vamos reforçar a cria
Todos nós vamos criar
A divisa da gente
É o bode exportar
Para outros continentes
E engrandecer Uauá

Por isso toda família
Uma cabra tem que ter
O esterco para a planta
O leite para o bebê
A capital fortalece
O bode o povo e você

Francisco De Assis Borges Ribeiro
Foi o maior defensor
O Projeto Fundo de Pasto
Ele idealizou
Associações agro pastoris
No município fundou

Existe a exposição
Todo ano em Uauá
Que ficou tão afamada
Que virou Inté capitá
O povo vendia bode
Direto pro Ceará

Na capital Salvador
É fácil de encontrar
No bairro do pelourinho
O Restaurante Uauá
Variedades do bode
Você encontra por lá

Foi um marco para nós
O Restaurante Uauá
Tornou-se a referência
E divulgou o lugar
É nossa bandeira cravada
No centro da capitá

Pedra Grande e São Paulo
Lagoa Caratacá
Riacho das Pedras e Poço
E para complementar
O Caldeirão da Serra
Povoados de Uauá

Caldeirão do Almeida
Serra da Canabrava também
Esses são os dois distritos
Que a nossa terra tem
Povoados e distritos
Desenvolvem muito bem

É considerada a Serra
Um oásis no sertão
Produzia tangerina
Laranja manga limão
Pinha goiaba e caju
Caxí abóbora melão

Maxixe e melancia
Tomate e pimentão
Coentro e gergelim
Alho cebola feijão
Milho Andu e alface
Tudo em larga produção

Já produzimos mamona
Algodão e mandioca
Safra de milho e feijão
Farinha e tapioca
A fibra e o sisal
E se fabricava corda

Se antes se produziu
Nessa nossa região
Todos esses cereais
E a terra é o mesmo chão
Jogue semente na terra
E cuide da plantação

Precisamos novamente
Apostar em nossa roça
Plantar milho algodão
Aipim e mandioca
A mamona e o sisal
E evitar a destoca

Houve aqui exploração
De um nobre mineral
Cromo tem na fazenda
Logradouro Juvenal
A mina desativada
Ativar é o ideal

Mármore nós produzimos
Lagoa do Pires Santana
Curundundum tem jazida
Tudo isso é uma grana
E o imposto pra onde vai?
Ao povo não se engana

Terra forte e corajosa
Nossa querida Uauá
Onde pisou Lampião
Coragem não faltará
Salve Antônio Conselheiro
Que veio nos libertar

O povo da minha terra
É a mais pura tradição
Gente humilde hospitaleira
Igual não existe não
Mas se pisar em seu calo
Incorpora Lampião

Juntando São João Batista
Conselheiro e Lampião
Sendo nós um povo forte
E de grande devoção
Expressamos rebeldia
Pela nossa formação

Givaldino magistrado
Juiz que aqui atuou
Fez de tanta presepada
Que até surra levou
O Aranha a seu Zezinho
Bateu muito e mutilou

Aqui passou um juiz
Um doutor despreparado
Foi o Ademar Lacerda
Está tudo registrado
Pela sua arrogância
Nosso fórum foi queimado

Foi o povo da minha terra
Quem o fogo atiçou
Todo mundo revoltado
Com a postura do doutor
Foi grande a revolução
E Uauá se transformou

Não teve nenhum cabeça
Foi vingança do povão
Pois já era de costume
Roubarem na eleição
Esse foi o sentimento
Bem dentro do coração

O povo todo assumiu
A justiça recuou
Pois levantado os fatos
Logo se comprovou
O povo tinha razão
Errado tava o doutor

No ano oitenta e oito
Esse fato aconteceu
O povo em rebeldia
A justiça entendeu
Uauá não se rendia
É marca do povo seu

Serviu pras autoridades
Refletir e pensar
Que com povo não se brinca
É preciso respeitar
Se não aplicar a lei
Pode se atrapalhar

Falo do alto dos bodes
E da baixa do preá
Do alto do mata pasto
Do riacho carcará
Do poço de Osvaldão
Geografia do lugar

Tinha o tanque de Totonho
De Eduvirgens e Açudindo
O Corte tanque de Enoque
O buraco de Edinho
O poço da craibeira
Quando eu era rapazinho

Tem também o rodeadouro
Nosso açude de valor
Abastece a cidade
Também o interior
Ainda serve de renda
Para quem é pescador

Tem a gruta do Gerônimo
Uma relíquia natural
Tanque velho fonte nova
Tributo e pedras do sal
A cacimba de Helena
Tudo isso é real

Hoje estão a destruir
As nossas pedras do sal
Tanque velho já cercaram
Isso é um grande mal
A igrejinha do Bonfim
Já não é original

Todos lembram o jardim
Bem no meio um coração
Dedé Baeta desenhou
Um quadro com perfeição
De um lado o vaqueiro
O pastor e a criação

Existia a capelinha
Veja se ainda lembra
Hoje casa de Brandina
Obra de Mané Cinema
Altares e oratórios
Estrutura bem pequena

E o cruzeiro das almas
Hoje Rua do Cruzeiro
O povo todo rezava
E deixava ali dinheiro
Todo dia tinha gente
Sempre orando de joelho

Rua do Cisco e do Campo
Rua de Baixo e de Cima
Tinha a Rua da Favela
Também Rua da Usina
Com um chafariz no meio
Tudo isso era rotina

Tinha o bar de seu Clovis
João Piroca Josafá
O bar de Antôe Sobrinho
Patativa e Ademar
A Farmácia de Edinho
Para o povo medicar

Dois clubes sociais
Bem na praça principal
De Valtércio de Anita
Depois o Som de Cristal
Um está desativado
Um retrocesso fatal

Onde fica o supletivo
Na esquina com a Visão
Ali já foi o xadrez
Funcionava a prisão
Vizinho Antôe Gordim
Militar de profissão

Existiam duas agencias
Banco do Brasil e Baneb
Hoje elefante branco
No meio da praça é o prédio
Em frente a concha acústica
Ferindo o nosso ego

Tinha professores leigos
Da própria comunidade
Promoveram a educação
Com muita propriedade
Foram luz pra muita gente
Lá no campo e na cidade

Quatro séries, uma turma
Era o Multeseriado
O professor pra dar conta
Um na frente outro atrasado
Com essa louca mistura
Qual seria o resultado?

Adelísia, Júlia Moraes
Foram professoras leigas
Evoluiu a educação
Hoje temos pedagogas
De nível superior
Agentes transformadoras

Petrolina, Juazeiro
Do São Francisco o Belém
Pilar, Euclides da Cunha
Universidade tem
Os tapuias de Uauá
Continuam Zé Ninguém?

Romper a ignorância
Viver a diversidade
Temos que garantir
A nossa universidade
De acordo o que somos
Usando criatividade

Educação realidade
Convivência com a seca
Tendo a universidade
Podemos Ter a certeza
Que o desenvolvimento
Se harmoniza a natureza

Universidade virtual
Está sim ao nosso alcance
Novas tecnologias
Precisa que se avance
Responsável poder público
Uauaenses, avante…

No Colégio Senhor do Bonfim
Antigamente ginásio
Existiam professores
Até hoje renomado
Evandro e Terezinha
Célia e Maximiliano padre

Nossa Senhora Auxiliadora
Hoje um bom colégio
Antes era um mercado
Redondo era seu prédio
Andando trezentos metros
Chegamos no cemitério

Dia sete de Setembro
Os colégios desfilavam
Antes disso porém
O hino nacional cantavam
A História do Brasil
Pelas ruas apresentavam

Hoje temos três colégios
Do governo estadual
Conselheiro e Auxiliadora
Um ensino ideal
E o Senhor do Bonfim
Todos do segundo grau

A primeira televisão
Quem em Uauá instalou
Foi seu Armando Monteiro
Mecânico e inventor
RQ colorado
Uma marca de valor

Tinha os turcos do cinema
A noite era legal
Bang bang e ação
Nunca existiu igual
Era a mais perfeita arte
Tudo era original

Tinha circos e palhaços
Danças e acrobacias
Homem anda no arame
Um outro faz a magia
O povo batendo palmas
Era tudo alegria

15 de Novembro
O nome da filarmônica
Que tocava e animava
Essa era sua tônica
Hoje existe a Fanfarra
Que toca festeja e canta

Chico e Pombo Barbosa
A história assim diz
Construiu a Rua do Cisco
Também a Igreja Matriz
Entre rimas e repentes
Deixando o povo feliz

A ponte do cemitério
Por muito tempo existiu
Outra ponte se formou
De ferro se construiu
Essa permite a passagem
Mesmo com a cheia do rio

A ponte foi construída
No ano noventa e sete
É preciso registrar
Para ver se não esquece
Não ficando registrado
Tudo desaparece

No ano noventa e dois
Parecia a solução
Uauá recebe água
Do lendário Chicão
Falo do Rio São Francisco
O rio da integração

Construída uma adutora
A água aqui jorrou
Abastece a cidade
Falta o interior
Um projeto eleitoreiro
Vindo do governador

No ano dois mil e três
Com recursos da União
A segunda adutora
Mas não trouxe solução
Pois lá na zona rural
A água não chegou não

Vinte e seis mil habitantes
O IBGE registrou
Bem na virada do século
Em dois mil recenseou
Uma contagem precisa
Feita por computador

Tem padre tem juiz
Escrivão e promotor
Tem prefeita delegado
Câmara de vereador
Advogados e médicos
Artistas e professor

No ano setenta e oito
É preciso relembrar
Uauá ganhou divisa
Com a unidade hospitalar
Que possui vinte leitos
E sala para operar

Oito postos de saúde
Existe no interior
Cinco conselhos municipais
Em Uauá se formou
Vigilância sanitária
E também o matadouro

É a Cora Coralina
Escolinha exemplar
É o jardim da infância
Com tarefa de educar
Para os excepcionais
A APAE para apoiar

Construíram a concha acústica
Bem nas costas da igreja
Para comemoração
Ou outra coisa que seja
A festa de São João
Todo ano se festeja

São dois clubes sociais
Nem precisa concorrer
Associação 14 de Março
E também a AABB
Tem piscina e teatro
Que servem para lazer

Tem quiosque na praça
O Bridas que é um bar
Onde se promove festa
O melhor que aqui há
Promove o forró do bode
Todo ano em Uauá

Caixa Econômica Federal
A lotérica do Ary
A barraca de Belinho
A barraca do Dady
A barraca de Washington
Terraço La Bem Ti Vi

Nosso esporte nosso orgulho
Pois temos o Franciscão
O estádio estar pronto
Futebol e diversão
Se no Brasil é cultura
Para nós é tradição

Aqui prestam serviços
Coelba e Telemar
Gontijo e São Luiz
Ônibus para estudar
Tudo é desenvolvimento
Para nossa Uauá

Cesta do Povo Embasa
ADAB e EBDA
São órgãos do estado
Que atuam no lugar
Tem também o CIRETRAN
E a Polícia Militar

Três postos de combustível
Petro Peças e Central
Tem o Senhor do Bonfim
Próximo as Pedras do Sal
E o Banco do Brasil
Que comanda o capital

Aires Vaza Barris
São Geraldo e Sinhá
Senhor do Bonfim e Gonçalves
São hotéis de Uauá
Vários outros restaurantes
Que servem pra alimentar

ASB Bem Barato
Ribeiro e Cardozão
Santa Bárbara e Mirena
Os Gonçalves e o Lojão
Supermercados e lojas
Materiais de construção

Loja de João Andrade
Lanchonete São José
A Farmácia São Jorge
O boteco do Lelé
O Big Body fechou
Acabou-se o cabaré

Tem o Bairro Populares
E também o da Lagoa
O Alto do Conselheiro
Que tem muita gente boa
Dois possuem calçamento
O Alto se encontra a toa

Fica próximo ao matadouro
Ao oeste do lugar
A Associação dos vaqueiros
Da cidade de Uauá
João Bosco Loiola é o nome
Do parque de vaqueijar

Ainda tem o aeroporto
Onde pousa avião
Mas isso só acontece
Em tempo de eleição
Ou quando adoece alguém
Ou por grande precisão

Tem a fazenda Piloto
Que esta desativada
Sem função social
Não serve mesmo pra nada
Alguns usam para si
Ou para seus camaradas

O Projeto da Escola Agrícola
Centro de Capacitação
O CMDRS aprovou
Na piloto a construção
Mas o nosso poder público
Não deu devida atenção

O IRPAA é uma Ong
Que atua em Uauá
Pesquisa e planejamento
Para o povo educar
O homem e a natureza
E a vida preservar

Os Vicentinos que são
Voluntários sociais
Dedicam as suas vidas
Aos mais Purus ideais
Confortando os humildes
Com carinho amor e paz

Religião é doutrina
Uauá é expressão
Católicos e Evangélicos
Todo mundo é irmão
Espíritas e Kardecistas
Um só Deus um coração

No ano dois mil e três
Veio se concretizar
Inaugurou-se aqui
A FM Uauá
Rede de computador
Isso pra globalizar

Uauanet é o site
Piril@mpus o portal
96 FM
Faz trabalho social
FM 104
Tem procedimento igual

Valdemir Antônio Silva
J Neto Miro e Sandro
Chico Mocó Vitor Lobo
Zeny Barbosa um encanto
Pelas rádios FMS
Ao povo vai informando

A BR 235
Ainda sem pavimentar
De Bendengó a Juazeiro
Não se pode transitar
Falta ainda muito esforço
Para se concretizar

Falta ainda muita luta
Para se efetivar
Tem o Rio Vaza Barris
Pro mode perenizar
Resgatar nossa cultura
E engrandecer Uauá

Uauá se apresenta
Com futuro promissor
Só depende de seus filhos
Nossa fé e nosso amor
É a terra prometida
Que Jesus abençoou

Uauaenses, a luta!
Temos que conquistar
Asfalto pra essa terra
Telefone celular
A nossa Universidade
E ver o bode berrar
Bééééééééééé’……….

BGG da Mata Virgem
Poeta Popular

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